MEI pra quem vende em feira e evento: o que saber pra começar
Esta página não substitui um contador: substitui não saber por onde começar a perguntar. O MEI é o ponto de partida mais comum nesse ramo, e vale entender o que ele cobre antes do primeiro evento, não depois de um problema.
Escrito por Gabriel Simões
Começando pela base
Por que o MEI é o ponto de partida mais comum
Baixo custo mensal, abertura simples e permite emitir documento fiscal (com as devidas providências) pra quem está começando a vender formalmente em feira, evento ou food truck. É por isso que a maioria de quem entra nesse ramo começa por aqui, não porque seja a melhor opção pra sempre, mas porque é a mais simples pra sair do zero.
Parte 1
Os pontos que merecem atenção, não descoberta tardia
O MEI tem teto de faturamento anual
Ultrapassar esse teto exige migrar de enquadramento: o momento certo de conversar com um contador sobre isso é quando o crescimento está próximo do limite, não quando ele já foi ultrapassado.
Em número: o teto do MEI é de R$ 81.000 por ano: na prática, uma média de R$ 6.750 por mês. Parece distante? Um ponto que fatura R$ 2.000 num bom sábado encosta nesse limite trabalhando 3 a 4 datas por mês. É por isso que o teto se vigia com o faturamento somado do ano durante o ano, não com susto em dezembro. (Valor vigente em 2026. Confirme sempre no Portal do Empreendedor, que é quem manda nessa régua.)
Nota fiscal não é automática
Emitir documento fiscal exige providência própria, que varia por município e por tipo de venda. Vale confirmar isso cedo, principalmente se você vende pra empresas ou eventos que exigem nota.
Isso aqui não é parecer contábil
Cada negócio tem particularidades: número de funcionários, faturamento, tipo de produto, que mudam a resposta certa. Um contador é quem confirma o que se aplica ao seu caso específico.
Parte 2
Por que o controle interno importa desde o MEI
Independente do enquadramento fiscal, o negócio precisa saber, por conta própria, quanto vendeu, quanto custou e quanto sobrou: essa conta não é fiscal, é operacional, e é ela que avisa quando o crescimento está chegando perto de qualquer teto.
1
Faturamento acompanhado, não descoberto no fim do ano
Saber o total vendido mês a mês é o que permite perceber, com antecedência, que o teto do MEI está se aproximando, em vez de descobrir isso na hora de declarar.
2
Custo real separado do faturamento
O que entra de dinheiro não é o que sobra. Sem saber o custo real de cada operação, o crescimento do faturamento pode estar mascarando uma margem que já não sustenta o negócio.
Faturamento acompanhado de perto
Veja o resultado real de cada operação, mês a mês
O Operô mostra o faturamento e o lucro real de cada operação, acumulados ao longo do tempo: a base pra perceber crescimento (e limites de enquadramento) antes que virem surpresa. Abra a demonstração ao vivo, sem cadastro e sem cartão.
Ver os planos · a demonstração é só leitura, dá para olhar tudo mas não dá para operar nela.